Criado em 2003 pelo músico e diretor Jefferson Bittencourt, o Cantus Firmus realiza uma séria pesquisa sobre a prática da música medieval e renascentista. O coletivo nasceu da necessidade de suprir a falta de grupos brasileiros especializados no repertório da música antiga e traz aspectos sonoros instigantes para aqueles que pouco conhecem da origem da música ocidental.
Assim, o Cantus Firmus procura embasar suas interpretações em intensos estudos sobre os manuscritos da época e sobre outros grupos de renome internacional. O objetivo é trazer à população do nosso país uma prática musical mais fiel ao que pode ter sido a música daquela época.
Num país onde temos fortes indícios da presença da música medieval nos modos das canções nordestinas, ou nas melodias cantadas nos rituais católicos, vemos a importância de apresentar um trabalho musical que procura unir palavra e poesia, informação e deleite, música e história.
O Cantus Firmus tem como foco principal o repertório vocal e procura, na execução das linhas melódicas e na articulação do texto, um aprimoramento da interpretação da música medieval (entre os anos de 1125 e 1300) e de todo o período renascentista (de 1400 a 1550).
Os concertos do grupo vocal Cantus Firmus são uma breve aula de história da música, tanto para leigos, quanto para aqueles que já possuem algum conhecimento na área. A falta de aproximação entre o público e a música medieval, fez com que o grupo destinasse seu trabalho para o aspecto didático, trabalhando com a prática da música associada aos comentários e explicações sobre as composições daquela época.
A linguagem utilizada nos comentários das peças musicais sempre procura o tom exato entre a informação bem colocada, a clareza e simplicidade nos dados fornecidos ao público, para que o espectador possa desfrutar da performance do grupo com o máximo de sua atenção, sem ser prejudicado por nenhuma complexidade que venha afastá-lo da fruição puramente musical.
Em 2008 o grupo recebeu o incentivo dos Correios para a execução do projeto Música da Renascença nas Igrejas. Foram 6 apresentações em igrejas das capitais da região sul e sudeste. Para 2011 o grupo lança o seu segundo CD, cujo projeto foi contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle – Fundação Catarinense de Cultura – 2009. Fruto do intenso estudo praticado desde a sua fundação, o grupo grava o repertório com peças sacras, incluindo a Missa Brevis (do compositor renascentista G. P. Palestrina).



